quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Palavras





Vicio, desejo, escárnio, hipocrisia...
Verbos, gorgomilo - ensejo
Presságio, ágio- o que acho?
Perigo, eu sigo, não sei.
Eles, o que são?
 teus irmãos, não!
Coragem, vê se age, selvagem...
Vício, desejo, escárnio, hipocrisia.
Fantástico, o que acho?
Moeda, dinheiro, meu cheiro...
Preto, a cor, dor, senhor, redentor
Pobreza, beleza, eza... quem seja!.
Palavras, eco... só verbos!


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cabocla

Minha Belém, ao olhar teu rosto
 vejo os belos traços indígenas e caboclo de teu povo.
Sinto em teu beijo
 A doçura da chuva das três.
Teus cabelos juçara
 alimentam a fome de teus filhos ribeirinhos.
O manto que cobre teu corpo
tem a Beleza de tuas matas.
Teus braços de rios
denunciam tuas veias amazônicas.
O cheiro do teu ver-o-peso
exala alegria e fartura de tua terra.
O som de teus batimentos
são como os badalos da sé no mês de outubro
Coroando tua fé em nossa senhora de Nazaré.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O ultimo cigarro.

Ao expelir a fumaça de um cigarro
 Percebo o sopro da vida.
O que fica em teus pulmões
É historia constituída
O que é expelido
 Somente sopro de vida.
Fumaça que leva com sigo
 Não só minha existência.
Mas carrega em sua despedida
Minha benevolência.
Aos céus sou destinado
Aos céus chegarei.
Ter-me-ei redenção
 Ao certo não sei.
A certeza que levo
 É a vida que levei.
A redenção que peço
De ser lembrado outra vez.
Não pelo que fui.
E sim, pela vida que desfrutei.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Razões do desconhecido

Quem és tú ?
 Que permeio meu olfato
Desperta meus tenebrosos desejos
Aflora meu instinto.
Quem és tú ?
Que rouba meu sono.
Deixa-me com a pura sensação de felicidade.
 Visceral é teu beijo
 Apaixonante é teu corpo.
Quem és tú?
Que corporifica meus sonhos.
Ainda descobrirei.
  Mas, o que me foi permitido
 Impede-me de saber.
 Só foi permitido sentir.

Incerteza da Noite

De que me vale o sono
 Se não me deseja.
De que vale tê-lo
 Se não me quer.
De que vale dormir
 Se não tenho sono
 De que me vale a noite em claro
 Quando não bebo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vicio de Amar

Quero ser teu cigarro para alimenta teu vício
Viver entre teus dedos
Ser sugado por teus lábios
Inalado ate teus pulmões
Constituindo-se tua enfermidade
Teu câncer.
 Mesmo tendo outros para ser tua quimioterapia
 Jamais encontraras a cura.
 Pois ela é e esta em teu vicio
 De viver comigo.
( foto: Suelen Geber )

Meu Altar Particular