domingo, 13 de fevereiro de 2011

Boêmio Criança.

Boêmio Criança.
O samba da minha terra
É a melodia do meu povo
É na canção que grita o corpo.
Percussão desse samba
É o cimento e o martelo
É desse samba que se faz um Brasil novo.
Construindo sonhos de um povo com esperança, é a fé que envolve e encanta.
Poeta boêmio que se fez criança.
Para contar esse nosso samba.
Tua raça, teu povo.
Tua força, tua gente.
Vem sem medo neguinho
Bola pra frente.

(composição de: Cássio Nogueira, Cidália França e Rodrigo Motta )

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Minha pele, meu pecado.
Sou conhecido: como germe urbano!
Filho bastardo de uma nação hipócrita.
Quem te faz Brasil: são minhas mãos calejadas.
Ô Pátria Desalmada.
Salve, salve...
Minha cor condena meu viver
Sem o direito, de humano ser!
Sou do quilombo
Sou da resistência.
Nunca me renderei a esta sentença.
Minhas senzalas
São nas favelas e palafitas
Vendo o morro descer...
Ô pátria desalmada
Salve, salve...
Veras que um filho teu não foge a luta.
Nem teme quem o maltrata a própria morte.


As ruas...
Á procura de aventura.
Ao percebe uma bela moça
Atravessando a generalíssimo
Fico a me pergunta: será que posso rouba?
Meu instinto responde por mim.
Parada, manda a bolsa se não mando bala.
Leva ladrão, que deus te dê o perdão.
Saio em fuga e alguém grita
“pega o ladrão”
Puta que pariu, lá vem o camburão.
Largo a bolsa pela rua e saio zimbado.
Parado safado!
Égua -  me pegaram.
No chão;  no chã; ladrão.
Primeira reação, chutes no meu rosto.
Minha mãe pensou; poxa que desgosto!
Não aguento...
Os heróis covardes apareceram
Chutes, socos e xingamentos.
Os populares me arrebentam
A polícia...issa!
Fez que nem percebeu
Ai meu deus
Alguém grita
Too filmando!
É um santo?
Não!  É teu irmão clamando
Sai dessa malandro.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Palavras





Vicio, desejo, escárnio, hipocrisia...
Verbos, gorgomilo - ensejo
Presságio, ágio- o que acho?
Perigo, eu sigo, não sei.
Eles, o que são?
 teus irmãos, não!
Coragem, vê se age, selvagem...
Vício, desejo, escárnio, hipocrisia.
Fantástico, o que acho?
Moeda, dinheiro, meu cheiro...
Preto, a cor, dor, senhor, redentor
Pobreza, beleza, eza... quem seja!.
Palavras, eco... só verbos!


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cabocla

Minha Belém, ao olhar teu rosto
 vejo os belos traços indígenas e caboclo de teu povo.
Sinto em teu beijo
 A doçura da chuva das três.
Teus cabelos juçara
 alimentam a fome de teus filhos ribeirinhos.
O manto que cobre teu corpo
tem a Beleza de tuas matas.
Teus braços de rios
denunciam tuas veias amazônicas.
O cheiro do teu ver-o-peso
exala alegria e fartura de tua terra.
O som de teus batimentos
são como os badalos da sé no mês de outubro
Coroando tua fé em nossa senhora de Nazaré.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O ultimo cigarro.

Ao expelir a fumaça de um cigarro
 Percebo o sopro da vida.
O que fica em teus pulmões
É historia constituída
O que é expelido
 Somente sopro de vida.
Fumaça que leva com sigo
 Não só minha existência.
Mas carrega em sua despedida
Minha benevolência.
Aos céus sou destinado
Aos céus chegarei.
Ter-me-ei redenção
 Ao certo não sei.
A certeza que levo
 É a vida que levei.
A redenção que peço
De ser lembrado outra vez.
Não pelo que fui.
E sim, pela vida que desfrutei.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Razões do desconhecido

Quem és tú ?
 Que permeio meu olfato
Desperta meus tenebrosos desejos
Aflora meu instinto.
Quem és tú ?
Que rouba meu sono.
Deixa-me com a pura sensação de felicidade.
 Visceral é teu beijo
 Apaixonante é teu corpo.
Quem és tú?
Que corporifica meus sonhos.
Ainda descobrirei.
  Mas, o que me foi permitido
 Impede-me de saber.
 Só foi permitido sentir.