domingo, 6 de março de 2011

Rainha da Amazônia

Juçara que alimenta teus filhos ameríndios.
Tua abundância é sinal de fartura em terras de ricas florestas.
Ao passear por teus braços de rios, vejo o quanto reina nas províncias marajoaras.
A tintura vermelha de tua pele é a expressão firme da resistência de teu povo.
Juçara, Açaí, Iaçá, como queiram me chama!
Sou simples como o rio, sou forte como o mar, sou filha da floresta, Mãe dos Tupinambás.

terça-feira, 1 de março de 2011

Meus verbos e adjetivos.

A morte nada mais é do que a evidência de minhas ações
De meus feitos.
A história pura e nítida de um decrepito
Lésbica, gay, hetero.
Heterodoxo, católico, cristão, plebeu, vicentino.
É a sombra na escuridão
A canção ao vento
O amor perdido
As noites em claro
A avareza personificada em forma física.
A contradição em sua forma confusa.
As interrogações sem respostas.
Os atos descompassados
O compasso sem esquadro
O celular sem créditos
O numero sem algarismos
As palavras sem letras
As poesias sem rimas
A Janis Joplin sem razão
E o Chico Buarque sem paixão.
A morte nada mais é do que a lucidez em minhas ações
Que estará sempre na memoria dos que me amam.

Desejo de Amar

Ai que vontade de te encontra, metade de mim.
Será que existe?...Ou é pura imaginação?
Se existe como será que irei encontra?
Eis que olho para a esquerda e não o vejo
Viro-me para a direita e não te percebo.
No vazio das buscam incessantes fico a congequitura tua face.
Meu olfato persegue teu aroma,
Que o próprio olfato desconhece.
Meus olhos tentam materializar tua forma física,
 Mas só encontra o nada.
A brisa de uma tarde fria
Percebo teu beijo
Na escuridão das noites frias,
 Não faço outra coisa a não ser te encontra.
Imagino teu toque.
Ao percebe o desabrocha de uma flor
 Penso em sua doçura
No corriqueiro dia da cidade
 Lembro de tua humildade.
Nos dias ensolarados em sua alegria.
Nos dias de chuva em teu aconchego


Meu corpo clama por teus músculos.
Está dentro de você
 É o desejo que assombra minha imaginação.
A distância, meu grande inimigo.
As horas, a incerteza da vontade.
Mas sinto no arrepio de meus pelos
O quanto quero teus beijos.
Envolver-me por teus braços
E contempla a beleza da noite
 Reverenciando nossos desejos.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Boêmio Criança.

Boêmio Criança.
O samba da minha terra
É a melodia do meu povo
É na canção que grita o corpo.
Percussão desse samba
É o cimento e o martelo
É desse samba que se faz um Brasil novo.
Construindo sonhos de um povo com esperança, é a fé que envolve e encanta.
Poeta boêmio que se fez criança.
Para contar esse nosso samba.
Tua raça, teu povo.
Tua força, tua gente.
Vem sem medo neguinho
Bola pra frente.

(composição de: Cássio Nogueira, Cidália França e Rodrigo Motta )

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Minha pele, meu pecado.
Sou conhecido: como germe urbano!
Filho bastardo de uma nação hipócrita.
Quem te faz Brasil: são minhas mãos calejadas.
Ô Pátria Desalmada.
Salve, salve...
Minha cor condena meu viver
Sem o direito, de humano ser!
Sou do quilombo
Sou da resistência.
Nunca me renderei a esta sentença.
Minhas senzalas
São nas favelas e palafitas
Vendo o morro descer...
Ô pátria desalmada
Salve, salve...
Veras que um filho teu não foge a luta.
Nem teme quem o maltrata a própria morte.


As ruas...
Á procura de aventura.
Ao percebe uma bela moça
Atravessando a generalíssimo
Fico a me pergunta: será que posso rouba?
Meu instinto responde por mim.
Parada, manda a bolsa se não mando bala.
Leva ladrão, que deus te dê o perdão.
Saio em fuga e alguém grita
“pega o ladrão”
Puta que pariu, lá vem o camburão.
Largo a bolsa pela rua e saio zimbado.
Parado safado!
Égua -  me pegaram.
No chão;  no chã; ladrão.
Primeira reação, chutes no meu rosto.
Minha mãe pensou; poxa que desgosto!
Não aguento...
Os heróis covardes apareceram
Chutes, socos e xingamentos.
Os populares me arrebentam
A polícia...issa!
Fez que nem percebeu
Ai meu deus
Alguém grita
Too filmando!
É um santo?
Não!  É teu irmão clamando
Sai dessa malandro.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Palavras





Vicio, desejo, escárnio, hipocrisia...
Verbos, gorgomilo - ensejo
Presságio, ágio- o que acho?
Perigo, eu sigo, não sei.
Eles, o que são?
 teus irmãos, não!
Coragem, vê se age, selvagem...
Vício, desejo, escárnio, hipocrisia.
Fantástico, o que acho?
Moeda, dinheiro, meu cheiro...
Preto, a cor, dor, senhor, redentor
Pobreza, beleza, eza... quem seja!.
Palavras, eco... só verbos!